Paulo Guedes: 10 casos em que o ministro foi ‘escanteado’ antes da intervenção na Petrobras

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Paulo Guedes: 10 casos em que o ministro foi ‘escanteado’ antes da intervenção na Petrobras

(JBCNEWS – DF 24/02) – A decisão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de trocar o comando da Petrobras, numa tentativa de conter a escalada dos preços dos combustíveis, reacendeu especulações sobre a permanência do ministro da Economia, Paulo Guedes, no governo.

Analistas questionam até quando Guedes vai seguir como fiador de um mandatário que dá reiteradas mostras de ter pouca afinidade com a agenda liberal defendida pelo ministro.

Guedes se mantém longe dos microfones desde o início da crise gerada pela interferência de Bolsonaro na estatal. Mas notícias de bastidores publicadas nos últimos dias dão conta de que o ministro continua no governo e aposta na votação da chamada PEC (Proposta de Emenda à Constituição) Emergencial pelo Congresso para neutralizar o mal-estar criado pelo presidente.

Apresentada ao Parlamento em novembro de 2019, como parte de um pacote de reformas que até agora não avançou, a PEC Emergencial está prevista para ser votada no Senado nesta quinta-feira (25/02). Além de viabilizar a retomada do auxílio emergencial para trabalhadores informais na pandemia, a proposta inclui medidas de contenção do gasto público, como o congelamento de salários dos servidores, além da desvinculação de despesas com saúde e educação.

Mas o episódio da Petrobras não é o primeiro em que o ministro Paulo Guedes foi “escanteado” pelo governo ou diretamente contrariado por Bolsonaro. Relembre outros dez momentos em que o “superministro” foi isolado por decisões ou declarações do presidente.

Estatal teve sua 2ª maior perda de valor de mercado da história após interferência de Bolsonaro

1) Intervenção na Petrobras no início do mandato

Uma das primeiras vezes em que Guedes foi considerado “escanteado” por Bolsonaro foi logo no início do mandato do presidente, em abril de 2019, e envolveu também a Petrobras.

Naquele mês, o presidente pediu à companhia que cancelasse um aumento no preço do diesel. O pedido foi atendido e o aumento, revogado, levando as ações da estatal a caírem mais de 8%.

“Ao não consultar e nem sequer avisar a Paulo Guedes, até então tido como seu ‘posto Ipiranga’, sobre a decisão de intervir na política de preços da Petrobras para atender aos caminhoneiros, Bolsonaro deixou claro que o economista não é mais inadmissível”, escreveu à época o jornalista José Nêumanne Pinto, em seu blog no site do jornal O Estado de S. Paulo.

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